• Portuguese Guinea Guiné Portuguesa P-40a.3 Sob 50 Escudos 1964 João Teixeira Pinto

País: Guiné Portuguesa

Série: Emissão 1964 - Decretos e Leis 39221 E 44891

Código de Catálogo: World Paper Money P-40a.3

Cunhada em: 30/06/1964

Distribuição: Circulação Padrão

Composição: Papel

Impressão: Bradbury, Wilkinson & Co. (England) - BWC

Valor de Face: 50 $ - Guiné Portuguesa - Escudo

Assinatura do Administrador: José Guerreiro Murta.

Figura:

João Teixeira Pinto (Moçâmedes, Angola, 22 de março de 1876 — Negomano, Moçambique, 25 de novembro de 1917) foi um militar colonial português, tendo atingido o posto de Major de Infantaria do Exército Português. Combateu na Guiné, em Angola e em Moçambique, participando nas chamadas "campanhas de pacificação", o que lhe valeu ser agraciado com a Ordem da Torre e Espada.

Em 1912, partiu para a Guiné-Bissau para cumprir com as exigências da Conferência de Berlim da ocupação efetiva daquele território (1913-1915).

Morreu na Batalha de Negomano (1917), na Primeira Guerra Mundial. A força portuguesa, instalada defensivamente no vale do rio Ludjenda (Negomano) desde 18 de outubro de 1917, foi surpreendida por um ataque da guerrilha alemã pelas 10 horas da manhã de 25 de novembro. O Major Teixeira Pinto, comandante da força, ciente da gravidade da situação, acorre à zona mais pressionada da defesa, comandando as descargas de fogo e acabando por ser atingido num braço pelo fogo inimigo. Retirado da zona por um dos seus soldados para uma tenda, às três horas da tarde o terrível combate terminou com o toque de cessar-fogo. Começou então a pilhagem desenfreada por parte das forças alemãs, a que não escapou Teixeira Pinto, mais tarde encontrado com um tiro na cabeça.

País:

A Guiné Portuguesa, depois elevada para Província Ultramarina da Guiné a 11 de Junho de 1951 e, finalmente, Estado da Guiné em 1972 era a atual Guiné-Bissau enquanto colônia portuguesa entre 1446 e 10 de Setembro de 1974. 

Bissau, fundada em 1700, tornou-se a capital da Guiné Portuguesa. A Guiné era administrada como uma colônia das ilhas de Cabo Verde até 1879, altura em que foi separada das ilhas, para passar a ser governada autonomamente. Na Guiné, assim como fez em todas as suas colônias, Portugal tentou europeizar a população local e assimilá-la à cultura portuguesa. Lisboa também queria manter as colônias como parceiros comerciais e mercados para seus produtos. Os habitantes africanos da colônia acabaram por ser, supostamente, colocados na posição de cidadãos de pleno direito, com plenos direitos políticos através de um processo de desenvolvimento de longo prazo. Para o efeito, a segregação na Guiné era mínima se comparada com a da distante África do Sul. No entanto, o trabalho forçado, a que todos os africanos eram obrigados ​​se não pagassem os impostos, não foi abolido até à extinção do Estatuto do Indígena por Adriano Moreira em 1961.

A luta pela independência iniciou-se em 1956, quando Amílcar Cabral formou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que se manteve relativamente pacífico até 1961, altura em que estalava a Guerra do Ultramar, declarando a província ultramarina como independente e alterando o seu nome para Guiné-Bissau (para a distinguir da vizinha República da Guiné).

A Guiné foi, talvez, o conflito mais complicado para Portugal em termos bélicos e, com o decorrer da guerra, a derrota portuguesa avizinhava-se. Porém, com o golpe de estado do 25 de Abril de 1974, Portugal iniciou as negociações com o PAIGC para a descolonização. Com o assassínio do seu irmão em 1973, Luís Cabral tornou-se no primeiro presidente da Guiné-Bissau imediatamente a declaração da independência a 24 de Setembro de 1974.

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