• Portuguese Guinea Guiné Portuguesa P-44a.4 Fe 50 Escudos 1971 Nuno Tristão

País: Guiné Portuguesa

Série: Emissão 1971 - Decretos - Leis 39221 e 44891

Código de Catálogo: World Paper Money P-44a.4

Cunhada em: 17/12/1971

Tamanho: 161 x 80 mm

Composição: Papel

Valor de Face: 50 $ - Guiné Portuguesa - Escudo

Assinatura: Luís Esteves Fernandes - Administrador

Figura:

Nuno Tristão (? – costa da África, 1446?) foi um navegador português do século XV, explorador da costa ocidental africana até à Guiné.

Em 1441, Nuno Tristão e Antão Gonçalves foram enviados pelo Infante D. Henrique com a missão de explorar a costa ocidental da África a sul do Cabo Branco. Integrando um mouro que atuava como intérprete, a expedição liderada por Nuno Tristão ultrapassou aquele cabo, à altura o ponto mais meridional atingido pelos exploradores europeus, e durante dois anos permaneceu nas águas do noroeste africano, avançando até ao Golfo de Arguim, na atual costa da Mauritânia, onde adquiriram 28 escravos.

Em 1445 navegou até à região da Guiné, encontrando uma terra, que, em contraste com as regiões desérticas a norte, existiam muitas palmeiras e outras árvores e os campos pareciam férteis.

País:

A Guiné Portuguesa, depois elevada para Província Ultramarina da Guiné a 11 de Junho de 1951 e, finalmente, Estado da Guiné em 1972 era a atual Guiné-Bissau enquanto colônia portuguesa entre 1446 e 10 de Setembro de 1974. 

Bissau, fundada em 1700, tornou-se a capital da Guiné Portuguesa. A Guiné era administrada como uma colônia das ilhas de Cabo Verde até 1879, altura em que foi separada das ilhas, para passar a ser governada autonomamente. Na Guiné, assim como fez em todas as suas colônias, Portugal tentou europeizar a população local e assimilá-la à cultura portuguesa. Lisboa também queria manter as colônias como parceiros comerciais e mercados para seus produtos. Os habitantes africanos da colônia acabaram por ser, supostamente, colocados na posição de cidadãos de pleno direito, com plenos direitos políticos através de um processo de desenvolvimento de longo prazo. Para o efeito, a segregação na Guiné era mínima se comparada com a da distante África do Sul. No entanto, o trabalho forçado, a que todos os africanos eram obrigados ​​se não pagassem os impostos, não foi abolido até à extinção do Estatuto do Indígena por Adriano Moreira em 1961.

A luta pela independência iniciou-se em 1956, quando Amílcar Cabral formou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que se manteve relativamente pacífico até 1961, altura em que estalava a Guerra do Ultramar, declarando a província ultramarina como independente e alterando o seu nome para Guiné-Bissau (para a distinguir da vizinha República da Guiné).

A Guiné foi, talvez, o conflito mais complicado para Portugal em termos bélicos e, com o decorrer da guerra, a derrota portuguesa avizinhava-se. Porém, com o golpe de estado do 25 de Abril de 1974, Portugal iniciou as negociações com o PAIGC para a descolonização. Com o assassínio do seu irmão em 1973, Luís Cabral tornou-se no primeiro presidente da Guiné-Bissau imediatamente a declaração da independência a 24 de Setembro de 1974.

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